Há mulheres que passaram a vida a cuidar de toda a gente e se puseram sempre em último lugar. Escrevo para uma delas.
Cavalheiro, 47a, profissional de saúde.
Prefiro mulheres que já não precisam de provar nada a ninguém.
Procuro uma senhora com mais de +-60a, da zona de Lisboa, Santarém ou Setúbal, para sairmos e jantarmos.
Uma boa amizade, conversas demoradas, um bom vinho, um fim de tarde à beira-mar.
Alguém que a ouve com atenção, que percebe o que ficou por dizer e que, uma semana depois, ainda se lembra do que lhe contou.
Fica tudo por minha conta, do restaurante ao spa.
Gosto de mimar e de ser eu a conduzir. À senhora, basta deixar-se levar.
E, pelo meio, uns momentos intensamente coloridos, se a química estiver lá.
Sem obrigações, mas com respeito e sigilo total.
O primeiro encontro é um café, num sítio à sua escolha.
Se não fizer sentido, cada um segue o seu caminho, sem explicações.
Não tenho pressa nem procuro muitas respostas.
Só a certa.
Se estas linhas falam de si, escreva-me.
Conte-me o que tem adiado
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